18/01/2010

Os vermes

De tudo, sobrou muito pouco mesmo: suspiros esquecidos; fogueiras inventadas; cartas escritas com palavras de vento; tardes embaladas no pra sempre de uma rede voejante. Ranhuras escavadas no chão da alma. Ficou também, o riso dos tristes; o bom humor dos sem-humor; o silêncio de anos; a história de tantos desenganos. Sobraram poucas coisas, talvez, um ou dois vermes Machadianos (cada vez mais gordos, cada vez mais glutões); os quais continuam a roer o já roído.

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