
A garotinha é a Bruna, sobrinha do fotógrado, hoje já é mãe.
Desde menino, eu andava
com a cabeça no telhado do céu.
Gostava de brincar de existir.
Quando tinha sete anos,
uma doença quase acabou
com a minha brincadeira.
Dei um drible desconcertante,
ela caiu no chão e eu entrei com bola
e tudo nas redes da vida.
Aí, eu não quis mais ser o bancário
que meu pai tinha sonhado pra mim:
despenquei, sem pára-quedas,
no reino das palavras.
*poema publicado no meu livro
Poesia Futebol Clube e Outros Poemas
(Editora Formato)
.
2 comentários:
Lindo!!
bjs
Adoramos!!!!
bjs
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