23/11/2009

As cidades são as pessoas

Na semana que passou estive em Ourinhos. Lá contei histórias, recitei poesias para as crianças e dei uma oficina de poesia falada e brinquedos para os professores da região. Fui muito bem recebido pelo pessoal da Secretaria de Cultura. A tropa não me poupou de mimos e atenção; a começar pela secretária Neusa Fleury - a quem eu insistia em chamar de Vera. Uma mulher comprometida em manter a chama da cultura viva. A cidade fervilha de eventos. Recentemente, aconteceu a Mostra de Curtas, Festival de Música e um projeto muito legal chamado "A(o)gosto das Letras". Como disse, me senti em casa. Acho que as cidades são as pessoas, jamais vou me esquecer de Ourinhos. Como não lembrar de figuras afetuosas como a dupla Marco Aurélio e Rogério; o risonho Dentinho - figuraça!; sem falar da serelepe Solange; da graciosa Tati; da dedicação ampla, total e irrestrita da Beth da Biblioteca, a atenção da Valquiria! Isso tudo sem contar a satisfação que tive em trocar afetos com os professores e alunos.

(...)

Quando ia deixando Ourinhos com destino a Osasco, o telefone tocou: era ele. O meu amigo Joel Leandro Queiroga, de Londrina. - E aí cara, que horas você chega aqui! Tentei inventar uma história, mas não teve jeito. Senti um muxoxo na voz do meu amigo: - poxa! Você não vem! Hoje é aniversário da Piti, tá todo mundo lá: O Angelo tá assando uma carninha, vai ter até lingüiça de carneiro. Pô, tô triste! - choramingou. Tentei argumentar que até Londrina seriam mais 200 quilômetros, mas não teve jeito. Joelito contra-argumentou: - O que são 200 quilômetros!

Nada, quase nada. E lá fui eu feliz da vida pra Londrina ouvindo Ceumar, Kléber Albuquerque e Evandro Camperom. Como diria o Caetano Veloso: "gente é outra alegria, bem diferente das pessoas".

É... como já disse: as cidades são as pessoas.

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