18/08/2009

A coceira do Geraldão*



Mal o menino se levantou, quando ouviu aquela voz de trovão:
-Guerrrrme, ô, Guerrrme!

Era, o Geraldão, o avô do Guilherme.

- Que foi, vô?
- Coça as minhas costas!
- Não acredito...

Sem ânimo nenhum, o menino começou a coçar as costas do avô que -sem camisa- só reclamava:
- Não é aí, não. É mais pra cima.
- Aí eu não alcanço, vô!

O Geraldão se enfureceu e já foi xingando:
- Menino mole duma figa, não consegue fazer nada!

Neste momento - enquanto reclamava, a calça do Geraldão, que estava desabotoada, caiu e
o homem ficou só de cueca no meio da cozinha. Ao ver aquilo,o Guilherme começou a rir sem parar. E riso é uma coisa que contagia, a avó também riu muito. Nisso, o Geraldão, se recompôs rapidamente e saiu xingando todo mundo.

O Guilherme esperou o avô se acalmar e foi falar com o velho que esfregava as costas na quina da parede:
- Vô!.
- Que é?
- A sua cueca...
- Que tem?
- Tá furada, um furão bem assim, ó. Isso, no meio.

O avô quase o fuzilou com um olhar medonho. Depois disso, fechou a cara de vez.

Mais que depressa, o Guilherme pegou a bicicleta e começou a pedalar pelo quintal: pedalava e assobiava, assobiava e pedalava.

*já publiquei este texto quando o blog estava em outro endereço.

.

2 comentários:

Sabrina Martinelli Anéas disse...

Ô coitado do Geraldão...rsrsrs
bj

Beatriiz e Biia ♥ disse...

muito bom ehehe