Mal o menino se levantou, quando ouviu aquela voz de trovão:
-Guerrrrme, ô, Guerrrme!
Era, o Geraldão, o avô do Guilherme.
- Que foi, vô?
- Coça as minhas costas!
- Não acredito...
Sem ânimo nenhum, o menino começou a coçar as costas do avô que -sem camisa- só reclamava:
- Não é aí, não. É mais pra cima.
- Aí eu não alcanço, vô!
O Geraldão se enfureceu e já foi xingando:
- Menino mole duma figa, não consegue fazer nada!
Neste momento - enquanto reclamava, a calça do Geraldão, que estava desabotoada, caiu e
o homem ficou só de cueca no meio da cozinha. Ao ver aquilo,o Guilherme começou a rir sem parar. E riso é uma coisa que contagia, a avó também riu muito. Nisso, o Geraldão, se recompôs rapidamente e saiu xingando todo mundo.
O Guilherme esperou o avô se acalmar e foi falar com o velho que esfregava as costas na quina da parede:
- Vô!.
- Que é?
- A sua cueca...
- Que tem?
- Tá furada, um furão bem assim, ó. Isso, no meio.
O avô quase o fuzilou com um olhar medonho. Depois disso, fechou a cara de vez.
Mais que depressa, o Guilherme pegou a bicicleta e começou a pedalar pelo quintal: pedalava e assobiava, assobiava e pedalava.
*já publiquei este texto quando o blog estava em outro endereço.
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2 comentários:
Ô coitado do Geraldão...rsrsrs
bj
muito bom ehehe
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