Um escritor que gosto muito é Friedrich Nietzsche. O texto que você vai ler abaixo consta do livro Humano, demasiado humano (Companhia das Letras), a tradução é de Paulo César de Souza.
200. Cautela no escrever e no ensinar. - Quem já escreveu, e sente em si a paixão de escrever, quase que só aprende, de tudo o que faz e vive, aquilo que é literalmente comunicável. Já não pensa em si, mas no escritor e no seu público; ele quer compreender, mas não para uso próprio. Quem é professor, geralmente é incapaz de ainda fazer algo para o próprio bem, está sempre pensando no bom de seus alunos, e cada conhecimento só o alegra na medida em que pode ensiná-lo. Acaba por considerar-se uma via de passagem para o saber, um simples meio, de modo que perde a seriedade para consigo.
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