02/11/2009

Rincão e as cigarras

Foto: Robson Souza

Cabine de controle de Rincão, abandonada e depredada, em 2008.


Está bem, não adianta reclamar que não tenho aparecido por aqui. Acontece que nos últimos dias de outubro, que já virou lembrança, estive em Rincão, uma cidadezinha que cabe -de uma só vez- numa olhadela.

Rincão fica no interior de São Paulo, região de Araraquara. Lá, parece que o tempo não anda, ou melhor, que o tempo respeita todos os esquecimentos. Dizem que a sabedoria mora no esquecimento.

Achei o lugar ideal pra gente trocar de casca, expelir fantasmas, refrear sentimentos afoitos. Não sei se estou certo do que estou dizendo, é apenas uma sensação.

Na Praça Central, a qual -agora- me fugiu o nome, uma coisa me chamou a atenção: a sinfonia das cigarras. Tal sinfonia serve de fundo musical para a prosa dos velhos. Sim, em Rincão, como em diversas cidades desse mundão, os velhos cochicham reminiscências.

Mas o que me fascinou mesmo, foram as cigarras. As danadinhas parece que sabem que alegria só é uma coisa legal quando dividida e multiplicada.


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3 comentários:

MrCafeinado disse...

só não entendi a relação das Cigarras com o Salatiel...acho que elas não gostaram dele...ficaram rindo o tempo todo dele...foi que ele disse no Facebook (rs)

abs

paulo netho disse...

Salatiel é um menino bobo, apenas isso (rsrsrs)

lua Encantada disse...

Sentimos sua falta!!!!
Saudades!!!
Bjão