09/11/2009

Chico dos Bonecos e o pão



Nos últimos anos, Francisco Marques, o Chico dos Bonecos, tornou-se meu amigo; com seu jeito simples recebeu a minha amizade de braços abertos. O meu trabalho de recitador de poesias tem como fonte inspiradora, a sensibilidade e a genialidade sutil do Chico. Esse Chico dos Afetos.

Quando a gente se encontra para conversar, evocar, sonhar... A gente sempre conversa sob telhados imaginários enquanto bebemos litros de céu. Conversa miúda, conversa de gente que gosta de pisar no macio das coisas espirituosas.

O Chico não é chegado a enjoamentos. A sua mineirice temperada com bom humor e uma sensibilidade aguçadíssima o torna encantador por si só.

Sábado passado, antes do lançamento do meu livro No Quarto da Estelinha, fomos tomar um café numa lanchonete próxima da Livraria Panapaná. O Chico pediu café com leite e fez uma recomendação ao balconista: “escurinho”.

Além do Chico, a Áurea, a minha mulher, nos acompanhava e presenciou quando o balconista perguntou se o Chico queria mais alguma coisa. - Sim, disse ele – um pão. O moço o olhou atentamente e perguntou se era com queijo, manteiga, presunto...

De imediato, o Chico respondeu: “Nada disso, quero um pão desamparado”.

O rapaz riu um sorrisinho amarelo, e algum tempo depois veio com a xícara de café com leite escurinho e um pão francês repartido ao meio, completamente “desamparado”.

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Um comentário:

Lua Encantada disse...

Ah!!!
Queremos muito, muito, conhecer o Chico!!!
Saudades de você!!

Bjão