
Nos últimos anos, Francisco Marques, o Chico dos Bonecos, tornou-se meu amigo; com seu jeito simples recebeu a minha amizade de braços abertos. O meu trabalho de recitador de poesias tem como fonte inspiradora, a sensibilidade e a genialidade sutil do Chico. Esse Chico dos Afetos.
Quando a gente se encontra para conversar, evocar, sonhar... A gente sempre conversa sob telhados imaginários enquanto bebemos litros de céu. Conversa miúda, conversa de gente que gosta de pisar no macio das coisas espirituosas.
O Chico não é chegado a enjoamentos. A sua mineirice temperada com bom humor e uma sensibilidade aguçadíssima o torna encantador por si só.
Sábado passado, antes do lançamento do meu livro No Quarto da Estelinha, fomos tomar um café numa lanchonete próxima da Livraria Panapaná. O Chico pediu café com leite e fez uma recomendação ao balconista: “escurinho”.
Além do Chico, a Áurea, a minha mulher, nos acompanhava e presenciou quando o balconista perguntou se o Chico queria mais alguma coisa. - Sim, disse ele – um pão. O moço o olhou atentamente e perguntou se era com queijo, manteiga, presunto...
De imediato, o Chico respondeu: “Nada disso, quero um pão desamparado”.
O rapaz riu um sorrisinho amarelo, e algum tempo depois veio com a xícara de café com leite escurinho e um pão francês repartido ao meio, completamente “desamparado”.
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Um comentário:
Ah!!!
Queremos muito, muito, conhecer o Chico!!!
Saudades de você!!
Bjão
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