QUE VERGONHA! Por essa ninguém merecepassar. Não. Mil vezes não! Poxa, a Nane é uma
das meninas mais legais da escola, depois da
Ritinha, é claro. Acho linda a mania que ela tem
de falar as coisas sempre no diminutivo. Tudo é “inho”, “inha”.
É o jeito dela. Faz algum tempo,
ela começou a dizer que sou um fofinho; que sou
uma gracinha... No dia do meu aniversário me deu
uma caixa de bombons com um cartão, no qual
havia uma mensagem bem bonita, com a letrinha
dela e tudo, lá escreveu que me amava. “Assim
subitamente”, pensei. Na hora fui à rodinha onde
ela conversava com umas amigas e lhe disse com
toda a franqueza desse mundo:− Eu também,Nane!
A menina, porém, estranhou-me: – Você também o quê?
– Ué! Eu também te amo! A Nane,então, me explicou que
o amor dela por mim não era amor de namorado. Que pena,
acho que formaríamos um belo par!
* Este texto faz parte do meu livro Confissões de
um otário (Ciranda Cultural), ilustrado pelo Girotto.
.
2 comentários:
Eu já li e gostei muito do livro.
Parabéns!!
bjo
ah... tadinho...
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