O Narigão*

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Cadê o meu nariz que tava aqui? Cadê? Quem viu?
Tava aqui, bem no meio do meu rosto − um narigão
assim −, um que absorvia todo o oxigênio do planeta
e protegia a minha testa contra o duro das portas e
das paredes. Cadê? Esse narizinho aqui não é meu,
não! O meu é um narigão, o qual o meu dedo costuma
entrar e sair quando bem quiser. Com esse narizinho,
mal consigo respirar. Não vem que não tem! Quero
já, de volta, o meu narigão, agora! Por favor, será que
alguém pode me ajudar?
*texto publicado no livro Confissões de um louco.
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