
Dráusio, Gorda e esse palhaço no show do Déo Lopes
Quando estava no começo da minha adolescência, conheci um moleque que tocava violão e compunha músicas. Obviamente que isso faz tempo. Ainda vivia - como diria o mestre Câmara Cascudo: o -apánagio da idade verde-, isso lá pelos anos de 1980. A vida, para mim, efervescia. Se em São Paulo tem a Henrique Schaumman - famosa por seus barzinhos -, em Osasco apelidamos a rua Pedro Fioretti, no centro da cidade, de Henrique Trauma, era o point da juventude osasquense. Foi nessa rua, num bar chamado Aconchego que conheci o Dráusio. Já cometia alguns poemas e levado pela ansiedade cheguei a publicá-los e dei um livrinho para ele. Começava aí uma amizade que dura até hoje. O Dráusio musicou muitos dos meus poemas e foi o cara que me colocou no palco pela primeira vez, na saudosa Vila dos Artistas.
Antes que o tempo passasse por nós como um carro de Fórmula 1, o Draúsio deu um tempo em sua vida artística e disse que trabalharia até os 40 anos e quando ficasse rico, voltaria com a música. Se bem que que a música continuou vivíssima nele. Nestes anos todos, juntamente com o Douglas, seu parceiro e irmão, reavivou a Banda Subtotal, aquela que voltou sem nunca ter ido, mas que agora vai pegar no breu. Bem, estou escrevendo essas sentimentalidades pra felicitar o meu amigo que hoje soma mais um ano aos seus quarenta e poucos. Não sei se o cara ficou rico, mas certamente a amizade dele me enriquece. Como ele mesmo diz: ter amigos é a melhor coisa do mundo.
Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o Dráusio clique no blog dele que está linkado aqui no meu. Ele se intitula o poeta da abobrinha e eu da Vila Mandioquinha.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário