Senhores e senhoras, moçoilos e moçoilas cá estou no meu mundo inventado procurando um pretexto pra merecer ser lido.
Se você gosta de novidades acho melhor procurar outro escrevinhador. Sou sujeito das coisas que passam pelo coração. Quando não passam, nada entendo. É o meu jeito.
Meu jeito é criador de ovelhas às dezessete e cinco na mesa de um bar. Uma coisa não entende ou não quer entender: como é que eu ainda não aprendi a me localizar em mim mesmo.
Uma vez, o meu jeito, quis ser Papai Noel, mas achou isso muito chato e partiu pra outra. Agora é descobridor de mistérios. Esse meu jeito não toma jeito! Não suporta essa coisa nojenta que insiste e de ré inventa o riso na vida triste, como se a tristeza fosse algo que não exisitisse.
Mesmo não querendo o meu jeito se ilude, toma todas, rola na cama, diz pra si mesmo os maiores impropérios e sabe muito bem que quando as coisas não passam pelo coração, ele nada entende.
Sempre. Às vezes. De vez em quando. Sei lá! O meu jeito é aprendiz do que diz e do que faz. De manhã é aurora, de tarde é domingo e de noite é pra nunca mais se esquecer. Paixões do meu jeito que jamais vou compreender.
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