É um hábito. Costumo levar as minhas preocupações para um passeio matinal. Se um dia esqueço, a coisa vira um problemão. Só vendo! Quando isso acontece, sempre vem uma preocupação − uma bem gorda − e chia comigo como que exigindo o cumprimento da tarefa.
Preocupações são coisinhas tinhosas, mandonas. Se a gente não fizer o que elas querem, não nos dão folga. De jeito nenhum. Então pra viver em paz com essas danadinhas, algumas ações são importantes como, por exemplo, levá-las a um passeio e repousá-las nas folhas das árvores, na procissão de formigas, na alegria dos cães babões, nas invenções de crianças aladas, nos passos lentos dos velhos, no voo dos pássaros. Enfim, no silêncio que se movimenta.
Um pouco de exercício também é de bom alvitre. Preocupações precisam fazer exercícios. Um ótimo é pedalar nuvens; sempre dá bons resultados. Mas nada se compara ao sagrado exercício do riso. No começo, as preocupações − por serem sérias demais − procuram refugar tal iniciativa, mas aos poucos acabam cedendo aos fetiches de uma frase espirituosa, aos ornamentos de gracejos que nos levam a uma necessária distração cômica.
Aí quando você volta do passeio, as preocupações estão todas acalantadas e dormem no berço do esquecimento.
.
3 comentários:
Poxa, acho que preciso dar uma voltinha com as minhas...rsrsrs
bj
Ah!!!
Nós também!!!!
Bj
sensacional...se todo mundo levar as preocupações para passear vai lotar as ruas ehehe
Postar um comentário