Cada vez mais, sinto que a máxima preconizada por Walter Benjamim em seu texto: O narrador bate forte dentro de mim. Vou explicar: O filósofo diz que só é possível ouvir alguém quando somos capazes de nos esquecermos de nós mesmos.

Hoje, enquanto falava a um grupo de educadoras do Colégio Jardim São Paulo aonde fui nessa manhã, percebi em cada olhar que me seguia, que ocorria uma espécie de esquecimento. Esquecimento amplo, total e irrestrito.Fui até a escola para compartilhar a minha experiência de recitador de poesias e contador das minhas histórias com as educadoras. Sinceramente, nunca gostei dessa coisa: eu ensino e você aprende ou eu apresento e você assiste. Sei lá, é o meu jeito.

Ora, a velocidade ensandecida da vida que levamos com informações e mais informações acabou nos deixando duros demais, pra não dizer "burros demais" como já cantava Os Titãs na épica canção dos anos 1980.
Penso que o movimento deve ser outro.

Fico feliz quando vejo que esse movimento começa a ganhar força na sociedade brasileira. Quando pessoas e instituições passam a valorizar a importância do ato de se narrar histórias. Há uma gostosa sensação de que a vida é um beco com saída, sim senhor!

Quero agradecer as educadoras que participaram dessa oficina: Ana Maria, que me presenteou com uma brincadeira nova, Alexsandra, Suzana, Cida e Cláudia. Essas duas últimas são bibliotecárias da escola também. Assim como a querida Maria e o diretor Paulinho Meinberg. Ah, já ia me esquecendo, a Roberta também.
Rimos, brincamos, contamos histórias, construímos barangandões e até piabas. No final, ficou a saudade.
.
2 comentários:
Que lindo Paulo!!
Olha a Maria aí nas fotos. Fico feliz em saber que promovi um encontro que deu frutos tão bonitos.
Tenho um carinho imenso pela Maria e por vc então, nem se fala.
Na próxima me convidem...rsrsrs
Vou tentar levar os emninos no sábado lá no Plaza Sul pra te ver.
beijo grande
Sabrina
Obrigado, Sabrina. Tenho lido o seu blog.
beijão
Postar um comentário