
Walter Tolomei e Ismael (Pira)
Você já teve algum amigo tipo assim, amigão do peito mesmo?! É legal pra caramba! Quando a gente é criança até pensa que nunca vai ficar velho como o nosso avô, por exemplo. Aí o tempo da escola passa. O tempo do colégio passa. O tempo da faculdade passa.
O mundo começa a ficar meio sem graça, meio estranho, tipo todo mundo sumiu. Quando se sente isso dá uma dorzinha no peito. Sabe como é, né? Nem sempre conseguimos manter os amigos.
Mas, por menores que sejam, as marcas de cada um ficam na gente. Jamais me esquecerei de alguns deles como o Pira. Na verdade, Pira é o apelido do Ismael Moreira Junior, conheci esse cara quando estávamos na quarta série do antigo Primeiro Grau. Eu devia ter uns dez anos e ele nove.
Naquela semana, ele não apareceu na escola. Soube que a bronquite o atacara. Resolvi visitá-lo. No chão, a gente jogou futebol de botão, acho que falei das lições, porém, o melhor daquela manhã ainda estava por vir: a mãe dele – toda carinhosa – nos serviu um queijo quente, tipo derretidão. Só de falar – minha boca se enche d'água.
Então, o tempo passou e a gente cresceu e ficou diferente. Eu, tipo baixinho, com uns trinta quilos a mais. O Pira, tipo grandão, com muitos fios de cabelos a menos.
Um dia, o Pira retribuiu aquela visita. Grafou na parede do meu quarto uma frase que jamais me esquecerei:
“Eu queria passar a vida toda jogando botão e comendo queijo quente com amigos como você”.
Putz! Tipo assim, fiquei emocionadão pra caramba. Sabe por quê? Porque ter um amigo é uma das maiores alegrias que se pode ter nessa vida.
Esta semana, o Pira me colocou em contato com o Walter Tolomei Fonseca – outro amigo querido da segunda infância e começo de adolescência. Nos falamos por e-mail e o Walter deixou a voz do coração solar pela ternura. Percebi, que como o Pira, ele também adora compartilhar o quente sabor do afeto.
Tipo assim, amigo também é tudo de bom.
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4 comentários:
Paulo Neto, realmente é bom lembrar os bons e velhos tempos... é uma coisa que não morre, não cai no esquecimento, está sempre viva em nós, que quanto mais velhos mais saudosistas, mais emotivos, mais experientes, mais e mais... Lembro-me de vc se tornando um poeta desde pequeno, que bacana, um cara que faz o que sempre sonhou. Parabéns!!!
Um grande abraço pra você, Tolomei, Pira, Kátia, Simonão, Vita, Waltinho, Jaiminho, Jaimão, D. Regina e por ai vai...
Fábio Augusto Baptistella
visite o site www.baptistella.net, muitas fotos da época da Fundação Bradesco.
Você parece ser muito nostálgico, Paulo!
Adorei está postagem, pois o Walter é meu irmão. O mais velho dos cinco irmãos. Ah, e amigo mais saudoso que este acho que não encontra! Gostei muito de sua forma de escrever. Abraço e Sucesso! Kátia T. Fonseca
Obrigadão, Fabio e Kátia! Adorei receber os comentários de vocês. Como cantou Caetano: "gente é outra alegria/bem diferente das estrelas".
abraços
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